sábado, 16 de outubro de 2010

Crasto again...

Antes de irmos à Portugal, decidimos provar um vinho especial para ver o que nos aguardava. Escolhemos um vinho da Quinta do Crasto. O vinho da foto (safra 2008) foi feito com as castas tradicionais do Douro - Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinta Barroca e Touriga Franca. No rótulo e na taça podemos constatar que não passou por barrica de madeira. Vandeca preparou um peixinho caprichado para acompanhar. O jantar ajudou a mostrar um vinho novo e bem frutado. Gostamos bastante.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Michel Torino - Malbec Tempranillo

Esse vinho custou somente R$ 9,90 no Pão de Açucar em São Paulo. Posso dizer que, considerando preço vs qualidade, trata-se de uma boa opção. Vinho honesto, de curta  duração e nível álcool elevado, mas para quem esta apertado, uma boa opção para o dia-a-dia. Michel Torino é a empresa responsável por criar o fantástico Altimus 2004 que custa aproximadamente 20 vezes mais.  


Massa da Débora Bloch

Hoje era meu dia de cozinhar. Nessa semana, vimos um programa de TV aonde a atriz Débora Bloch mostrou, passo a passo, como fazer uma deliciosa massa com salmão e alho póro. Segui a receita direitinho e, modéstia a parte, ficou muito bom. O vinho que acompanhou a janta foi um simples tinto argentino da Michel Torino da uva Malbec Tempranillo. Segue o link da receita completa:

http://receitasdatv.com/salada-de-mucarela-e-massa-com-salmao-alho-poro-estrelas.html



terça-feira, 12 de outubro de 2010

Quest Physics

Tirei esta foto olhando para cima. Se fosse mais tarde, certamente iria ficar ainda mais parecido com a via láctea. Nesse feriado, fomos ao cinema ver o filme Comer, Rezar e Amar. Achei um barato e como não tinha lido o livro me impressionei com o conceito passado pelo filme com relação ao Quest Physics:

“I’ve come to believe that there exists in the universe something I call ‘The Physics of The Quest’ – a force of nature governed by laws as real as the laws gravity or momentum. And the rule of Quest Physics maybe goes like this: If you are brave enough to leave behind everything familiar and comforting (which can be anything from your house to your bitter old resentments) and set out on a truth-seeking journey (either externally or internally), and if you are truly willing to regard everything that happens to you on that journey as a clue, and if you accept everyone you meet along the way as a teacher, and if you are prepared – most of all – to face (and forgive) some very difficult realities about yourself….then truth will not be withheld from you. Or so I’ve come to believe.”

A mensagem ajuda a esclarecer e lembrar que as pessoas possuem lutas internas (fantasmas) que gostariam que fossem diferentes, relacionados ao trabalho, vida pessoal, relacionamentos, doenças ou qualquer outro aspecto relacionado com a vida. Como o filme relatou, se você se deixar levar e soltar um pouco o "grip" e abrir a mente para novas oportunidades ou possibilidades, existe a chance de que uma nova realidade completamente distinta surja. Momento que irá ajudar a criar uma nova realidade e ajudar a encontrar a resposta de sua dúvida.

A mensagem do filme é muito bonita.


 

Egiodola

Não sabia da existência dessa uva, mas descobri outro dia lendo na Wine Spectator. Fiquei contente em saber que no Brasil tinhamos vinhos com a Egiodola.  Depois de ler a reportagem, no mesmo dia,  fui comprar comida japonesa e parei ao lado de uma loja de vinhos em Tamboré, São Paulo. Acreditem: eles tinham uma garrafa da safra reserva 2004 da Pizzato (somente R$27). Tinha que comprar e provar né? No rótulo pode-se ler que a variedade resulta de um cruzamento entre a Fer Servadou e a uva Abouriou (ambas francesas) que foram plantadas em 1988 em vinhedos próprios no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves. Foram lançadas somente 9500 garrafas, a minha tinha número 006899. Gostei do vinho, frutado e taninos equilibrados.  Certamente será um bom curinga para usar em degustações as cegas.


teoria das probabilidades...

A sombra ajuda a dar vida a fotografia. Tirei várias fotos, pois não estava pensando na teoria das probabilidades. Ainda mais que fotos digitais não "custam" nada, portanto a decisão fica fácil. Não podemos ter a mesma desconsideração quando estamos escolhendo nossos vinhos. Porque razão não hesitamos em comprar um vinho importado que custe mais do que R$50? Porquê a maioria das pessoas passa horas pensando em pagar ou não a metade desse valor por opções nacionais? Qual a probabilidade de nos frustrarmos com a escolha de vinho brasileiro? Todos diriam se estivéssemos comprando espumantes ou vinhos brancos de que seria pequena a probabilidade, agora vinhos tintos todos diriam que a chance seria enorme. A teoria da probabilidade tenta quantificar a noção do provável, que representa uma série de eventos futuros cuja ocorrência é definida por alguns fenômenos aleatórios. Não escolher vinhos nacionais ou preferir opções chilenas e argentinas recae sobre preconceito, desconhecimento ou impensada aplicação da teoria das probabilidades? Acredito que uma aplicação importante dessa teoria ocorre quando escolhemos nossos vinhos. Trata-se da questão da confiabilidade, com a intenção de se reduzir a chance de termos uma decepção relacionada ao vinho, jantar ou impressão das outras pessoas. Não quero que todos passem a comprar vinhos nacionais aleatóriamente ou importados mais baratos, mas sim abrir a mente para todas as opções do mercado. Considerem a possibilidade de acertar em cheio.